As intermitências da morte

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Achei muito interessante o fato do nome do livro ser Intermitências pelo fato de algo intermitente significar “durante um tempo ela volta novamente”
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Eu fiquei louca com a leitura, quando eu comecei a ler, porque é umas pontuações sem pé nem cabeça, o autor coloca letra maiúscula no meio da frase, mas conforme a leitura vai fluindo, principalmente quando o livro começa a trazer umas reflexões e umas dúvidas, eu consegui ler melhor.
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A Morte decide parar de atuar, fazendo o que antes era uma utopia virar uma distopia, ou seja, o que antes era um padrão agora virou um caos.
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A Morte e posta no livro como realmente a personagem principal
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A parte irônica e muito reflexiva da história é que a morte foi enquadrada no livro como um humano, porque, nós percebemos que a morte no livro tem sentimentos, após ser tão rejeitada, ela quis dar um tempo. O que realmente acontece com a gente, às vezes as pessoas não dão um valor para o que realmente é necessário e o que importa e quando isso vai embora nós sentimos falta.
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Eu gostei muito de pensar o quão louco seria não existir a morte, pelo fato de que iria ser um inferno na terra, as pessoas iriam sofrer mais com a morte do que sem ela, ia ser uma guerra sem fim.
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As pessoas que estão em coma por exemplo, não morreriam, os suicidas, não morreriam, os idosos, que já não conseguem fazer mais nada sozinhos, não iriam morrer.
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Questões políticas, religiosas e principalmente a questão do cotidiano
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Acho engraçado também a questão de ter sido em um primeiro dia, porque por exemplo, dia 31 de dezembro, no ano novo estamos festejando, e sempre desejamos que o ano seja cheio de saúde, nada de velórios, e foi como se um gênio da lâmpada chegasse e realizasse esse desejo, mas sem saber o que aconteceria.
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Eu acho legal que ele deixa muito evidente o sentimento das pessoas, porque é agoniante, esse livro te coloca em uma situação louca, porque imagina você sofrer um acidente de carro, estar lá se agonizando, e você preferir morrer mas não poder.
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O livro foi um pouco confuso, mas o livro acaba mostrando para a gente algumas coisas que realmente acontecem no dia a dia, mas que a gente acaba não parando para reparar nessas coisas.
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Ele acaba trazendo algumas reflexões para a gente, porque tem situações que ele me deixou confusa, de me deixar sem uma opinião.
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Como por exemplo a Eutanasia, ato de proporcionar morte sem sofrimento a um doente que pegou uma doença que é muito dolorida.
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Eu gostei muito de como ele pontuou a morte, porque nós vemos a morte de várias formas e com os anos mesmo a morte é retratada de diversas maneiras.
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A morte na questão das guerras, por exemplo, não foi retratada da mesma forma que a morte é na religião.
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Gostei que a morte foi separada em partes, a primeira parte, ela é só um acontecimento, já na segunda e terceira parte do livro a morte já entra como um personagem.
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‘Gostei que ele mesmo que a personagem seja a morte, ele colocou sentimento, ele colocou vida na morte, e é irônico que as vezes ele colocava a morte com a letra minúscula e não como um nome e isso me trouxe uma ideia de igualdade, ele basicamente colocou todo mundo no mesmo patamar, uma coisa do cotidiano ‘ mesmo, independente de cor, do financeiro e do status social .
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Eu fiquei muito encucada de como ele relatou a morte em relação à igreja, pelo ponto de visão dele ele coloca como se a religião usasse a morte para prender os fiéis aqui na terra, mas respirei, porque a forma que ele expôs eu não gostei muito, mas segui, até porque o autor era ateu, ele já passou por todas as religiões, e respeito a opinião dele.
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Eu gostei muito da parte em que ele conta a história da família, em que o avô está a beira da morte e uma das crianças que é bem pequena, também tem uma doença terminal e ambos ficam ali angustiados e não conseguem ter o seu “descanso”, os familiares levam eles até a fronteira né, porque a morte quis dar um descanso só para aquele país, e assim que eles chegam na fronteira ambos que estavam na beira da morte, morrem, de uma hora para outra.
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Eu achei interessante de uma forma estranha, a parte em que quando eles acham essa fronteira a Maphia meio que tem os planos deles, obviamente que o Governo té enfiado nisso, mas fazendo vista grossa, e a Maphia simplesmente chegava nas casas onde tinham as pessoas que realmente estavam a beira da morte, sem sensibilidade nenhuma para morrer e ainda tirar proveito financeiramente , o governo colocar os vigias ali na fronteira para ninguém ir sozinho pode, eu achei isso uma crítica ácida sobre sociedade
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O final, eu achei muito legal porque me lembrou muito uma série na netflix “black mirror” porque o cara chega lá, mais um dia normal do trabalhador, e observa uma carta, que aparentemente chega do nada, porque ninguém pois ali, é assim que ele lê a carta, fica apavorado, e vai atrás de quem primeiro ministro, porque o país era monarquista né, eles tem lá a conversa e o primeiro ministro lê a carta que a morte diz que a partir da meia noite daquele dias as pessoas voltariam a morrer só que as pessoas não iriam apenas voltar a morrer, todo mundo que durante aquele aqueles sete meses que estava para morrer vai morrer, ou seja, era muito gente morrendo, e aí o diretor entende que aquilo vai causar um alvoroço, aí eles vão em rede nacional falar sobre isso, e claro que vira um caos.
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Após essa confusão toda
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A morte, mesmo sendo uma personagem muito injustiçada, ela foi muito legal, ela teve uma nova forma de agir, ela manda uma carta para cada pessoa que vai morrer, dando 8 dias para ela fazer tudo, se despedir e tals.
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Ai sempre é assim né, a bichinha ainda dá chance, mas uma carta sempre volta para ela, que era de um cara que toca violoncelo, esqueci o nome agora, ai ela faz o que, vai em busca dele, e acaba se afeiçoando na minha visão rolou uma paixão ali, e eu achei muito legal que ela meio que se veste de mulher e acaba rolando um clichê, do nada, sério, eu achei muito irônico esse final, e eu esperava tudo, menos o clichê final.
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A morte se apaixonou por ele, queimou a carta, teve uma noite quente e no dia seguinte ninguém morreu, adorei que ele colocou esse livro como um looping
Escrito por: Maria Aparecida


