Dengue: Uma Ameaça Permanente
- Novo Ideal News

- 4 de abr. de 2024
- 3 min de leitura
A dengue é uma doença viral transmitida por mosquitos que nos últimos anos se espalhou rapidamente por todas as regiões da Organização Mundial da Saúde (OMS). O vírus da dengue é transmitido por mosquitos fêmea, principalmente da espécie Aedes aegypti e, em menor proporção, da espécie Aedes albopictus, os mesmos também transmitem chikungunya e zika.
As evidências apontam que o mosquito tenha vindo nos navios que partiam da África com escravos. No Brasil, a primeira epidemia documentada clínica e laboratorialmente ocorreu em 1981-1982, em Boa Vista (RR), causada pelos sorotipos 1 e 4. Após quatro anos, em 1986, ocorreram epidemias atingindo o estado do Rio de Janeiro e algumas capitais da região Nordeste. Desde então, a dengue vem ocorrendo de forma continuada (endêmica), intercalando-se com a ocorrência de epidemias, geralmente associadas à introdução de novos sorotipos em áreas indenes (sem transmissão) ou alteração do sorotipo predominante, acompanhando a expansão do mosquito vetor.
Nos últimos anos, aspectos como a urbanização, o crescimento desordenado da população, o saneamento básico deficitário e os fatores climáticos mantêm as condições favoráveis para a presença do vetor, com reflexos na dinâmica de transmissão desses arbovírus. A dengue possui padrão sazonal, com aumento do número de casos e o risco para epidemias, principalmente entre os meses de outubro de um ano a maio do ano seguinte.

Situação Atual
O Brasil é um país que historicamente enfrenta surtos de dengue, e seguindo um padrão, a situação não teria como ser diferente. De acordo com dados recentes do Ministério da Saúde, houve um aumento significativo no número de casos notificados em comparação com anos anteriores. Em 2023, por exemplo, o país registrou mais de 1,5 milhão de casos de dengue, um aumento de mais de 30% em relação ao ano anterior.
Além disso, preocupações adicionais surgiram com a chegada da pandemia de COVID-19, que sobrecarregou os sistemas de saúde e dificultou as campanhas de prevenção e controle da dengue. As medidas de distanciamento social e as restrições de movimento também podem ter contribuído para o aumento dos criadouros de mosquitos, intensificando o risco de propagação da doença.
Fatores Contribuintes
Vários fatores têm contribuído para a persistência e o aumento dos casos de dengue, mas destacam-se:
Mudanças Climáticas: As mudanças climáticas têm criado condições mais favoráveis para a proliferação do mosquito vetor, prolongando os períodos de atividade e aumentando a sua distribuição geográfica.
Urbanização Desordenada: O crescimento urbano desordenado, caracterizado pela falta de infraestrutura básica e pela acumulação de lixo, cria ambientes propícios para a reprodução do Aedes aegypti.
Desafios no Controle Vetorial: Apesar dos esforços das autoridades de saúde, o controle do mosquito vetor tem sido desafiador devido à resistência a inseticidas, à falta de recursos e à dificuldade de acesso a áreas remotas.
Sintomas
Os sintomas da dengue podem variar de leves a graves, sendo os sintomas mais comuns:
febre alta;
dores de cabeça intensas;
dores musculares;
fadiga;
vômitos.
Em casos graves, a dengue pode evoluir para a dengue grave ou hemorrágica, que pode ser fatal se não tratada adequadamente.
Pessoas mais propícias a doença:
Pacientes com doenças crônicas, como diabetes e hipertensão arterial;
Idosos acima dos 65 anos;
Lactentes;
Crianças com ou menos de 2 anos;
Gestantes.
Esses tipos de pessoas tendem a ter mais riscos com a doença por conta do sistema imunológico ou problemas sérios de saúde.
Formas de prevenção
Eliminando água armazenada;
Não deixar entulho no quintal ou nas ruas;
Cobrir as caixas d'água, poços ou piscinas e manter as calhas de água limpas;
Colocar terra ou areia nos pratos dos vasos das planta;
Guardar pneus em locais cobertos, longe da chuva;
Colocar telas de proteção nas janelas e mosquiteiros na cama para dormir.
Você sabia?
Cientistas estão pesquisando sobre uma nova tecnologia do Método Wolbachia que consiste na introdução dessa bactéria nos mosquitos Aedes aegypti, tornando-os incapazes de transmitir a dengue e outros vírus. O segredo para o sucesso deste método consiste em como Wolbachia manipula a reprodução dos insetos em que está presente.
Uma vez que os mosquitos já têm a Wolbachia, eles naturalmente a transmitem para seus descendentes. Quando presente neste mosquito, a Wolbachia impede que os vírus da dengue, Zika, chikungunya e febre amarela urbana se desenvolvam dentro dele, contribuindo para redução destas doenças.
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Redatora: Bárbara Costa.
Corretor : Gustavo Santos.
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Orientadora: Profa. Maria Aparecida.
Agradecimentos especiais: Profa. Karla e seus alunos do 4ºano, Profa.Cristiane e seus alunos do 5ºano e Profa.Janaina e seus alunos do 6ºano.






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