Dia da Consciência Negra: luta, memória e celebração
- Art Pichiliani
- 24 de nov. de 2025
- 2 min de leitura
Hoje, 20 de novembro, o Brasil têm um feriado para lembrar o Dia da Consciência Negra. Mas a data é muito mais que isso: é um momento forte de reflexão, orgulho e um lembrete necessário de que a luta contra o racismo ainda é urgente. É quando a herança africana, que é um dos pilares do país, ganha ainda mais visibilidade.
A data é uma homenagem a Zumbi dos Palmares, morto neste mesmo dia, em 1695. Zumbi era o líder do Quilombo dos Palmares, uma comunidade que foi um verdadeiro símbolo de resistência e liberdade. A escolha dele como representante da data não é por acaso: quer dizer que a abolição foi uma conquista dos próprios negros escravizados.

ALÉM DO FERIADO: PARA REFLETIR
Apesar de mais da metade da população brasileira ser negra, os números ainda mostram uma realidade dura. A violência, a diferença no mercado de trabalho e a falta de oportunidades ainda atingem de forma mais cruel essa parcela da população. O 20 de novembro é, sim, um dia de festa e de lembrar essa cultura, mas também é dia de pressionar por mudanças. A gente lembra dos que se foram, cobra justiça e exige um futuro com mais igualdade.
Não faltam exemplos: a maioria das vítimas de violência policial é negra, o salário de um trabalhador branco ainda é bem maior, em média, que o de um negro na mesma função, e o caso mais recente da docente que teve sua nota negada em um curso de docência na Universidade de São Paulo (USP), mesmo tendo passado em primeiro lugar, devido à sua cor.
A CULTURA NEGRA COMO RESISTÊNCIA
Enquanto a luta por direitos segue, a cultura negra segue firme e forte, mostrando sua força na música, na religião, na comida e no jeito de ser do brasileiro. O samba, o carimbó, a capoeira, o acarajé – tudo isso veio da África e se tornou parte do que o Brasil é hoje.

NOVAS FRENTES DE LUTA
Além dos temas tradicionais, emergem novas pautas urgentes:
Saúde da população negra: doenças como anemia falciforme atinge predominantemente a população negra, mas faltam políticas específicas de tratamento;
Intolerância religiosa: terreiros de candomblé e umbanda ainda sofrem com isso diariamente;
Genocídio da juventude negra: a cada 100 pessoas assassinadas no Brasil, 71 são negras;
Representatividade política: negros são minoria nos parlamentos.
O QUE JÁ AVANÇOU E AINDA FALTA
Sim, já houve progresso, como as cotas nas universidades e concursos públicos. Mas o racismo é estrutural, ou seja, está enraizado na sociedade, e desfazer isso leva tempo e esforço de todos. A gente comemora cada vitória, mas sabe que ainda tem chão pela frente. A consciência negra tem que ser exercitada todo dia, não só hoje.
Neste 20 de novembro, com os tambores batendo e a voz ecoando nas ruas, a mensagem que fica é uma só: a resistência segue viva, e a consciência negra é a energia que move a caminhada por um Brasil mais justo.
Redatora: Isabela Heidecher Moreira
Orientadora: Profa. Maria Aparecida
Site: Isadora Ferreira Bizerra e Arthur Silva Pichiliani
Instagram: Julia Maria e Yasmin Garcia




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