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Furacão Milton devasta a Flórida, deixando um rastro de destruição e mortes

  • Foto do escritor: Novo Ideal News
    Novo Ideal News
  • 14 de out. de 2024
  • 3 min de leitura

O furacão Milton atingiu a costa da Flórida na noite de quarta-feira (9), como um furacão de categoria 4, com ventos de quase 200 km/h e chuvas torrenciais. A tempestade foi posteriormente rebaixada para ciclone pós-tropical, mas não sem antes causar destruição generalizada e inundações severas. Pelo menos 16 pessoas perderam a vida, e o número de vítimas pode aumentar à medida que as equipes de resgate alcançam áreas mais remotas e danificadas. Além disso, cerca de 3 milhões de imóveis estão sem energia, e muitas comunidades enfrentam dificuldades em meio a alertas de tempestades, ventos fortes e ressacas que continuam afetando o sudeste dos Estados Unidos e as Bahamas.




Impacto devastador: inundação, destruição e desalojamento


O impacto inicial de Milton foi particularmente grave, com várias cidades inundadas e centenas de milhares de pessoas desalojadas. Cidades como St. Petersburg sofreram graves danos, com quedas de árvores, destruição de telhados e interrupções no abastecimento de água, o que levou as autoridades a orientarem a população a ferver a água antes do consumo. Tornados causados pelo furacão atravessaram rodovias, destruíram edifícios e agravaram ainda mais a situação nas áreas costeiras. No Tropicana Field, em St. Petersburg, o telhado foi destruído, e um avião colidiu com o prédio do jornal Tampa Bay Times, sem causar vítimas.


Preparação e resposta das autoridades


A preparação para a chegada do furacão Milton foi rápida, mas veio em um momento crítico para a Flórida, que ainda se recuperava dos estragos deixados pelo furacão Helene, ocorrido duas semanas antes. Helene já havia deixado mais de 250 mortos e causado destruição generalizada. A chegada de Milton aumentou a vulnerabilidade da população, especialmente em regiões como Tampa e seus arredores, onde as operações de reconstrução estavam em andamento.

Em resposta, o presidente Joe Biden declarou estado de emergência em todo o estado da Flórida e pediu à população que saísse das áreas de risco imediatamente. “É uma questão de vida ou morte”, afirmou Biden, destacando que Milton pode ser a pior tempestade a atingir a Flórida em um século. O governador Ron DeSantis também tomou medidas preventivas, emitindo ordens de evacuação para seis condados, afetando cerca de 4 milhões de pessoas. Além disso, mobilizou 9 mil membros da Guarda Nacional e mais de 50 mil trabalhadores de serviços públicos para auxiliar na resposta e recuperação.





O furacão avança, mas as consequências permanecem


Apesar de Milton ter se movido para o Atlântico, seus efeitos continuam sendo sentidos ao longo da costa leste dos Estados Unidos. Chuvas intensas e ressacas persistem, e áreas como a Carolina do Norte e a Geórgia ainda estão sob risco de novas tempestades. Tornados atingiram resorts no litoral atlântico, resultando em mortes adicionais. As autoridades pedem que as pessoas evitem viajar para áreas afetadas, para não atrapalhar os esforços de socorro e limpeza.

Equipes de emergência trabalham para restaurar os serviços básicos, como energia elétrica e telecomunicações, enquanto moradores e agências governamentais removem destroços, como árvores caídas e destelhamentos, em bairros e vilarejos duramente atingidos. No entanto, a reconstrução total pode levar semanas, senão meses. “Isso abre seus olhos para o que a Mãe Natureza pode fazer”, disse Chase Pierce, um aprendiz de eletricista de 25 anos, que viu de perto a devastação em St. Petersburg.


























Prejuízos econômicos: bilhões de dólares em danos


O furacão Milton, já considerado o quinto furacão mais intenso da história do Atlântico, também deve causar um grande impacto econômico. Analistas estimam que as seguradoras podem enfrentar perdas entre 30 e 60 bilhões de dólares (aproximadamente R$ 168,9 a R$ 337,8 bilhões), embora o valor tenha sido revisto para baixo em comparação com a estimativa inicial de 100 bilhões de dólares feita antes da tempestade. Com danos generalizados à infraestrutura, moradias e comércios, os prejuízos totais ainda estão sendo avaliados pelas autoridades locais e federais.




Resiliência e reconstrução: o caminho à frente

Com as operações de resgate e limpeza em andamento, o desafio da reconstrução está apenas começando para a Flórida. A Casa Branca prometeu apoio federal contínuo, com o presidente Biden liberando 140 milhões de dólares em assistência para a recuperação imediata. No entanto, o caminho para a normalidade será longo. Para muitas comunidades, a recuperação dos estragos causados por Milton será um esforço árduo e demorado, agravado pela devastação anterior de Helene.

As equipes de emergência e as autoridades estaduais continuam a monitorar as previsões climáticas, já que novas tempestades podem se formar nas próximas semanas. Com isso, a Flórida se prepara para mais desafios, ao mesmo tempo que busca reconstruir e proteger sua população de futuros desastres naturais.



Redator: Bárbara Costa e Kauã Damasio

Orientadora: Profa. Maria Aparecida

Site: Bárbara Costa

Instagram: Júlia Spinelli





 
 
 

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