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Impasse entre STF, TSE e Globo cancela debate presidencial e altera reta final das eleições

Foto do escritor: Ana Luysa Santos Dimas de Lima
Ana Luysa Santos Dimas de Lima
6 de out.
2 min de leitura
Emissora alegou "insegurança jurídica" após decisões de última hora sobre púlpitos vazios e inclusão de candidatos; candidatos trocam acusações sobre cancelamento.

 A menos de 72 horas do primeiro turno, a TV Globo cancelou o debate presidencial que seria transmitido na noite desta quinta-feira (01 de outubro). A decisão inédita da emissora ocorreu após uma sucessão de decisões liminares do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que alteraram as regras de participação de candidatos e o formato do programa a poucas horas do início da transmissão. Em nota oficial, a Globo afirmou que as ordens judiciais geraram "insegurança jurídica" e inviabilizaram a realização do evento sob critérios técnicos e jornalísticos autônomos.



O vai e vem jurídico

 O ministro Gilmar Mendes, do STF, determinou a inclusão do candidato Renan Santos (Missão) no debate, atendendo a um pedido que questionava os critérios de representatividade parlamentar. Simultaneamente, o ministro Kassio Nunes Marques, do TSE, assegurou a participação de Romeu Zema (Novo).


O estopim para o cancelamento definitivo, contudo, foi o veto da Justiça Eleitoral à exibição de púlpitos vazios. A emissora planejava manter o cenário com os lugares dos candidatos ausentes expostos, uma prática tradicional para evidenciar o não comparecimento do candidato. A Ministra do TSE, Estela Aranha,  proibiu a dinâmica, gerando o argumento da emissora de que houve interferência direta na liberdade de imprensa e na linha editorial do canal.


O cancelamento do debate mais assistido da TV brasileira disparou uma crise política entre as campanhas, com candidatos culpando uns aos outros pelo desfecho


Ministro do STF, Gilmar Mendes.
Ministro do STF, Gilmar Mendes.


Estela Aranha, Ministra do STE que proibiu a emissora Globo de manter o púlpito vazio.
Estela Aranha, Ministra do STE que proibiu a emissora Globo de manter o púlpito vazio.


Impacto no eleitorado

Cientistas políticos e especialistas em direito eleitoral avaliam que o apagão do debate na TV aberta pode ter um peso decisivo na movimentação dos votos válidos nesta reta final. Historicamente, o debate da TV Globo funciona como o "último exame" para os eleitores indecisos.


Associações de defesa da liberdade de expressão também manifestaram preocupação com o modelo de intervenção do Judiciário nos critérios de edição e formatos de programas jornalísticos, reacendendo a discussão nacional sobre os limites da atuação das cortes eleitorais na mídia.


Redator(a): Gabrielle Santos,

Orientadora: Profa. Maria Aparecida,

Responsáveis pelo site: Ana Luysa Santos, Natália Ribeiro e Pedro Navarro,

Instagram: Gabrielle Stefani e Luiza Melim.


 
 
 

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