top of page
Buscar

O autismo

  • Foto do escritor: Novo Ideal News
    Novo Ideal News
  • 5 de dez. de 2024
  • 2 min de leitura


O Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), mais conhecido como Autismo, é o resultado de desordens do desenvolvimento neurológico tidas desde o nascimento ou a infância. De acordo com o caso, pode ser classificado em quatro tipos: Autismo, Transtorno Desintegrativo da Infância, Transtorno Global do Desenvolvimento e Síndrome de Asperger.


Pessoas dentro do espectro podem apresentar:

  • Dificuldades com interação social, incluindo expressões faciais, gestos, contato visual e expressar suas emoções;

  • Apego a objetos específicos;

  • Dificuldades com comunicação, incluindo começar ou manter conversas e uso de repetições de palavras ou frases;

  • Padrões de comportamento repetitivos; 

  • Hipo ou Hipersensibilidade sensorial;

  • Necessidade de manter rotinas;

  • Hiper Focos, isto é, interesse excessivo em assuntos ou coisas específicas.

  • Dificuldades com coordenação motora e fala, podendo atrasar o desenvolvimento dessas ações;


   Existem níveis de autismo que classificam as necessidades do

   indivíduo, são eles:


  • Nível 1 de suporte - requer apoio, pois apresentam dificuldades com comunicação, muitas vezes não identificam ironia ou expressões faciais e comportamentos repetitivos como balançar as mãos, pernas, entre outros;

  • Nível 2 de suporte - requer apoio substancial, pois acrescentam sinais como dificuldades para adaptação em casos de mudanças na rotina e lidar com situações sociais aos sintomas presentes no nível anterior;

  • Nível 3 de suporte - requer apoio muito substancial, pois acumula as características dos níveis citados acima e tem propensão a possuir deficiência nas habilidades de comunicação e cognição, por isso deve ter apoio para se comunicar.




Ainda hoje, não há nenhuma medicação específica para tratar o TEA, entretanto alguns remédios são usados para tratar condições associadas ao transtorno, como hiperatividade, ansiedade, insônia, agressividade, depressão, entre outros. Manter um acompanhamento médico multidisciplinar, que envolve psicólogo, psiquiatra, pediatra, fonoaudiólogo, neurologista é muito importante. 


Pessoas com TEA geralmente precisam de cuidados especiais em muitos momentos, e para que sejam identificadas para terem este cuidado fora de suas casas são disponibilizados cordões/fitas de quebra-cabeça. Esse símbolo foi criado em 1963 por Gerald Gasson, com a ideia de representar as dificuldades que pessoas autistas enfrentam no cotidiano.


O TEA não atinge apenas seu portador, mas também em grande proporção a família do indivíduo. Os pais atípicos estão propícios a desenvolver ansiedade pela pressão que sentem em cuidar de seus filhos, que na maioria das vezes demandam mais atenção e consequentemente, tempo. Profissionais como psicólogos e psiquiatras são meios confiáveis de apoio, e devem ser convocados em casos de estresse excessivo. A ansiedade, se for ‘’deixada de lado’’, pode causar distúrbios como Síndrome de Burnout ou Depressão. Logo, para mães ou pais com filhos neurotípicos, o acompanhamento psicológico é uma opção válida.


Muitas vezes, pessoas do espectro são alvos de capacitismo, ou seja, preconceito por conta de um pensamento retrospectivo de que seriam ‘’atrasados’’ em relação às pessoas não neuro divergentes. Esse tipo de situação não deve ser normalizada, uma vez que o TEA não isola seu portador da possibilidade de desenvolver suas habilidades comportamentais e cognitivas. 



Redatora: Gabriella Donati

Orientadora: Profa. Maria Aparecida.

Site: Bárbara Carneiro

Instagram: Giovanna Cazemiro

 
 
 

Comentários


image.png
  • Instagram
bottom of page