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Brain Rot: degradação cerebral na era da sobrecarga da informação

  • Foto do escritor: Art Pichiliani
    Art Pichiliani
  • 7 de ago. de 2025
  • 3 min de leitura

"Brain rot" é uma expressão em inglês que pode ser traduzida como "podridão cerebral" ou "cérebro podre”. O termo foi usado pela primeira vez em 1854 pelo escritor Henry David Thoreau em seu livro Walden, onde ele criticava a desvalorização das ideias complexas em favor de pensamentos rasos, comparando esse declínio intelectual à sujeira das batatas na Inglaterra. 


Seu significado atual se refere à deterioração mental ou intelectual causada pelo consumo excessivo de conteúdos superficiais, banais e pouco desafiadores, especialmente aqueles encontrados nas redes sociais, como Shorts do Youtube e Tik Tok, ou seja, esse fenômeno está relacionado ao impacto negativo que o uso excessivo de mídias digitais de baixa qualidade pode causar nas funções cognitivas, como concentração, criatividade, raciocínio e saúde mental em geral. Este termo foi eleito a palavra do ano em 2024 pelo Dicionário Oxford, devido ao aumento significativo de discussões sobre o tema, refletindo a preocupação com os efeitos da era da sobrecarga da informação e do consumo constante de conteúdos rápidos e pouco profundos no cérebro das pessoas, especialmente entre os jovens. 


O consumo excessivo de redes sociais está fortemente ligado porque as plataformas sociais oferecem conteúdos rápidos, superficiais e altamente estimulantes que ativam repetidamente o sistema de recompensa do cérebro por meio da liberação de dopamina. Isso cria um ciclo de busca por gratificação instantânea, que sobrecarrega o cérebro com estímulos fracionados. Além disso, o uso contínuo das redes sociais promove um comportamento multitarefa constante, com frequentes interrupções e mudanças rápidas de foco, o que prejudica a habilidade de se concentrar em uma única tarefa por um período longo, essencial para o aprendizado e o raciocínio. 


Essa exposição constante a estímulos variados e viciantes, como notificações e feeds infinitos, pode levar a alterações neurobiológicas semelhantes às observadas em dependências químicas, afetando áreas cerebrais responsáveis pelo controle de impulsos, tomada de decisões e processamento de recompensas.Esse desgaste cognitivo é preocupante entre crianças e adolescentes, que estão em fase de desenvolvimento cerebral e são mais vulneráveis aos efeitos negativos do excesso de estímulos superficiais. 


Exemplos de conteúdos rasos para se evitar: 


  • Vídeos de entretenimento: memes, desafios virais ou vídeos com humor fácil e repetitivo; 

  • Redes sociais: Instagram, TikTok, ou Twitter, que possuem um conteúdo que promove distração constante sem reflexão; 

  • Notícias sensacionalistas: manchetes exageradas ou notícias que não oferecem análise detalhada ou contexto; 

Conteúdo de fofocas e celebridades: informação superficial, muitas vezes sem valor educativo.


Quais são os sintomas mais comuns? 


  • Dificuldade de concentração; 

  • Fadiga mental; 

  • Desânimo; 

  • Perda de criatividade; 

  • Irritabilidade; 

  • Redução da capacidade de raciocínio crítico.

  • Esquecimento frequente. 


Áreas do cérebro afetadas: 


  • Córtex pré-frontal: responsável pela tomada de decisão, controle de impulsos e raciocínio. 

  • Hipocampo: envolvido na formação de memórias e aprendizado. 

  • Córtex parietal: relacionado à atenção e percepção espacial. 


Para proteger seu cérebro dos efeitos do "brain rot" causados pelo consumo excessivo de redes sociais, é fundamental adotar hábitos offline que promovam o equilíbrio mental, a concentração e a saúde emocional. Aqui estão algumas práticas recomendadas por especialistas:


Hábitos offline para proteger o cérebro do Brain Rot

  • Estabeleça limites  para o uso do celular: defina horários específicos para acessar redes sociais e use aplicativos que controlam o tempo de tela. Tenha momentos do dia sem tecnologia, como ao acordar ou antes de dormir; 

  • Pratique atividades sem o uso da tecnologia e hobbies criativos: hobbies como jardinagem, pintura, tocar instrumentos musicais ou qualquer atividade manual que estimule a criatividade e o relaxamento mental; 

  • Fortaleça conexões sociais presenciais: dedique tempo para encontros com amigos e familiares, participando de atividades em grupo; 

  • Passe tempo na natureza: caminhadas ao ar livre, observar o céu ou simplesmente estar em ambientes naturais; 

  • Pratique meditação: técnicas de meditação regulam as emoções; 

  • Regule o sono: evite o uso de telas pelo menos uma hora antes de dormir; 

Consuma conteúdos que agreguem à você: priorize leituras e materiais que estimulem o pensamento crítico e o aprendizado, evitando conteúdos sensacionalistas ou superficiais;


Redatora: Isabela Heidecher Moreira

Orientadora: Profa. Maria Aparecida

Site: Isadora Ferreira Bizerra e Arthur Silva Pichiliani

Instagram: Julia Maria e Yasmin Garcia

 
 
 

1 comentário


maay.demarchi
14 de ago. de 2025

Parabéns para todos do jornal pela matéria e pelo alerta tão necessário!


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