Dia Internacional da Mulher
- Art Pichiliani
- 7 de mar. de 2025
- 2 min de leitura

O dia internacional das mulheres é uma data importantíssima, sendo comemorada no mundo inteiro pela sua influência e luta por direitos iguais, que ainda não são seguidos nos dias de hoje.
A mulher foi censurada na Idade Média por ser considerada inferior fisicamente e intelectualmente, sendo vista como um ser maligno, responsável pelas desgraças do homem. Sendo muitas delas criticadas na sociedade até o século XIX onde surgiram as sufragistas.
As sufragistas eram um grupo de mulheres que traçaram planos de manifestação, como a inserção de piquetes nas ruas para bloquear o trânsito de pedestres e carruagens. Elas também promoveram quebras de vidraças, incêndios e, em quase todas as vezes, havia confrontos com a polícia. Elas também faziam manifestações não violentas, como greve de fome. É certo que, de tantos confrontos com a polícia, muitas sufragistas foram presas.
Apesar das revoltas, elas não conseguiram muito destaque no final do século XIX, que apesar de muitos protestos só foram começar em 1911 com o incêndio em Nova York que matou 146 pessoas, maioria judia, sendo 125 mulheres, o que causou uma revolta e um impulso para as sufragistas.

Dois anos depois a professora e militante sufragista Emily Davison resolveu tomar uma ação extrema: no dia 4 de junho de 1913, a ativista jogou-se em frente ao cavalo do Rei Jorge V em uma pista de corrida de cavalos do circuito “Derby Epson Downs". Apesar de sua morte quatro dias depois, sua ação não só chamou a atenção da Coroa e das pessoas, como também uniu ainda mais as sufragistas.
Na Primeira Guerra Mundial, a participação da força feminina foi bastante diversificada, atuando nos bastidores, em frentes de combate, trabalharam como operárias de fábricas de material bélico, enfermeiras, pilotos de aviões, atiradoras de elite, bem como em escritórios, na decodificação de mensagens secretas na Grã-Bretanha, trazendo respeito e mais voz às mulheres da época.
Em 1917 as mulheres protestaram seus direitos trabalhistas na Rússia, causando mais reconhecimento ao movimento. Em 1918 as mulheres conseguiram após quase 30 anos de luta o direito ao voto, além de muitos apoios como o da Nova Zelândia, Finlândia, Inglaterra, Estados Unidos e muitos outros. O Brasil se aliou ao movimento e em 1932 foi aprovado o direito ao voto, e a última das potências a reconhecer e aprovar o movimento foi a França em 1945. E em 1975 a ONU aprovou 8 de março como o dia internacional da mulher
Hoje em dia muitas mulheres são menosprezadas e desvalorizadas no mercado de trabalho, sendo um dos principais motivos a gravidez. Um estudo feito pela Catho aponta que 30% das mulheres deixam de trabalhar pelos filhos, sendo 20% delas demitidas antes do período de 5 meses após o parto
O 8 de março é um dia para reflexão a respeito de toda a desigualdade e a violência que as mulheres sofrem no Brasil e no mundo. É um momento para combater o silenciamento que existe e que normaliza a desigualdade e as violências sofridas pelas mulheres, além de ser um momento para repensar atitudes e tentar construir uma sociedade sem desigualdade e preconceito de gênero.
Feito por: Arthur Silva Pichiliani
Orientadora: Profa. Maria Aparecida
Site: Arthur Silva Pichiliani e Isadora Ferreira Bizerra
Instagram: Julia Maria





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