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Greve de professores da rede estadual no dia 25 de abril

  • Foto do escritor: ISADORA  FERREIRA BIZERRA
    ISADORA FERREIRA BIZERRA
  • 28 de abr. de 2025
  • 2 min de leitura

Na semana de 21/03/25 (sexta-feira) os professores da rede estadual de São Paulo chegaram ao consenso de movimentar uma greve por tempo indeterminado em função de melhores condições quanto aos seus direitos, incluindo: 


  • Um reajuste de 10,15% que foi garantido em 2017 pelo STF (Supremo Tribunal Federal), e ainda hoje não foi liberado; 

  • Aumento de 6,27% do salário-base tido atualmente, de acordo com a atualização do Piso Salarial Profissional Nacional; 

  • Climatização das salas de aula visto às ondas de calor que vêm surgindo; 

  • Direitos de alimentação dos professores nas escolas estaduais;

  • Reabertura de salas de aula não utilizadas nas instituições, tendo em vista a superlotação nas turmas. 

  • Contratação dos professores sem terceirização. 




 Em resposta ao movimento, a Secretaria da Educação promete a contratação de 15 mil novos professores do Ensino Fundamental e Médio, além de salários a partir de R$ 5,3 mil para uma jornada de 40 horas semanais.


      Outro âmbito em que os profissionais da educação se encontram afetados é o déficit de contratações dos professores, que se estabelece por diversos motivos, entre eles: Baixa remuneração, já que o salário desses professores não acompanham a inflação, falta de recursos públicos, e até mesmo a contratação temporária, que ocorre quando o governo prefere contratar professores temporários e não profissionais fixos que acompanhem de fato o conteúdo com os alunos.


Houve uma queda considerável no número de professores efetivados nos últimos dez anos, com uma redução de 36% no número de professores concursados nas redes estaduais de ensino. Em 2013 foram constatados 505 mil docentes efetivos, e em contrapartida foram registrados em 2023 apenas 321 mil. Junto a isso, o número de professores temporários aumentou 55% no mesmo período, passando de 230 mil para 356 mil, representando 51,6% do total de docentes em 2023. 




As condições de trabalho desses professores temporários são em grande parte precárias, com salários baixos, ausência de plano de carreira e benefícios limitados. Cerca de 43,6% desses profissionais trabalham há mais de 11 anos sem estabilidade. Essas condições afetam o desempenho dos alunos, que apresentam resultados inferiores quando estão sendo ensinados por professores temporários, pois não são acompanhados de forma integrada e sequer conseguem seguir os conteúdos de maneira contínua.


Diante desse cenário, há discussões sobre o regulamento de direitos dos professores, que ainda requerem aumentar a estabilidade nos empregos e melhorar as condições de trabalho, tal como apontado na lista das condições da greve.




Escrito por: Gabriella Donati e Yasmin Garcia

Orientadora: Profa. Maria Aparecida

Site: Isadora Ferreira Bizerra e Arthur Silva Pichiliani

Instagram: Julia Maria e Yasmin Garcia

 
 
 

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