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O que realmente importa? O que define o nosso valor?

  • Foto do escritor: Novo Ideal News
    Novo Ideal News
  • 7 de out. de 2024
  • 3 min de leitura

Cid Moreira, primeiro jornalista a apresentar do Jornal Nacional (JN) e uma das vozes brasileiras mais imponente, faleceu na última quinta, dia 03. 
















Esse importante jornalista não deixou apenas seu legado de profissionalismo, mas também um emaranhado familiar.


Em 2021, seus filhos o processaram e o interditaram, alegando que o ex- apresentador do Jornal Nacional, sendo influenciado pela atual esposa, deserdara-os e afastara-os de sua vida.

Apesar das inúmeras negações vindas do próprio jornalista e da madrasta dos rapazes, o caso ganhou repercussão na mídia da época.


Após 3 anos desses fatos e todos os veículos de comunicação noticiarem a morte do apresentador, a informação, para mim, bombástica veio um dia após seu falecimento. Os filhos de Cid, um dia após a morte do pai, acionaram seus advogados para reabrirem o processo sobre sua herança.


Ao me deparar com todos esses acontecimentos reais, percebi que pouco vale, embora demos muito valor, os ganhos materiais e o que fazemos dele, se não houver amor, união, compreensão, respeito e perdão entre os seres que desde o nascimento foram, de alguma forma, direcionados a estarem juntos.


Tudo isso também me remeteu à literatura, veio-me à mente um conto de Edgar Allan Poe, “O retrato oval”, em que um homem muito rico se casa com uma linda mulher, mas não vive de fato a ambientação desse relacionamento, pois se dedica em todos os momentos de sua vida ao seu ofício de pintar quadros, e, curiosamente, sua última pintura foi o retrato da sua bela esposa.  


Isso nos faz refletir que aquele homem, mesmo não dando a atenção necessária ao seu convívio familiar, usava de artifícios para “incluir” a família em seu trabalho, justificando assim, que o que fazia, o fazia em prol da família.


Entretanto, todos a volta daquele homem percebiam o quanto a sua esposa estava fragilizada, menos o marido que continuava a pintá-la veementemente, até que quando ele deu a última pincelada, ela, por outro lado, seu último suspiro.


Alguém neste momento pode estar se perguntando, o que a história de Edgar Allan Poe tem a ver com a morte e desavença familiar de Cid Moreira!!!


 A literatura transcende a ficção, ela não veio para nos ensinar, mas sim e sem sombra de dúvidas para que possamos refletir nas ações de suas personagens, em suas narrativas, em seus versos.

Tanto a personagem de Poe quanto a voz imponente da TV brasileira de alguma forma criaram distância com aqueles que deveriam estar pertos.


Longe de trazer julgamentos, pois, de fato, não se sabe o que aconteceu nos bastidores da família Moreira, contudo podemos avaliar sobre o que a mídia notícia: os filhos do apresentador nem deixaram se quer o corpo do pai ser enterrado para acionarem a justiça por conta da herança. 

E a comoção da perda? E o respeito pela morte? E a reflexão pelos 97 anos de vida daquele homem? Tudo foi resumido a uma briga judicial?


Quero deixar aqui para todos que lerem esse post uma reflexão:


Como está o seu relacionamento com aqueles que você ama, as pessoas próximas a você?


Se estiver tudo bem, vale a pena dar um forte abraço e demonstrar seu amor pelos seus entes queridos, deixar claro em palavras ou gestos que estarão sempre juntos apesar de quaisquer outras coisas.

Se porventura houver alguma desavença, mágoas ou afins, vale a pena conversar, resolver, colocar para fora todo o incomodo e acionar o difícil, mas não impossível: Perdão.



Redatora: Maria Aparecida

 

 
 
 

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