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Palmeiras elimina River Plate e chega à 12ª semifinal de Libertadores

  • Foto do escritor: Art Pichiliani
    Art Pichiliani
  • 23 de out. de 2025
  • 6 min de leitura

O Allianz Parque foi palco de mais uma grande noite alviverde. O Palmeiras venceu o River Plate por 3 a 1, nesta quarta-feira (24), e garantiu vaga na semifinal da Copa Libertadores de 2025. Com o resultado, o Verdão fechou o confronto em 5 a 2 no placar agregado, após ter triunfado por 2 a 1 na Argentina.

A equipe de Abel Ferreira dominou as ações desde o início. Vitor Roque abriu o placar e voltou a ser decisivo, enquanto Flaco López marcou duas vezes para decretar a vitória paulista. O River ainda descontou, mas sem forças para reverter o cenário.

O duelo, no entanto, não passou ileso às polêmicas. A arbitragem do uruguaio Andrés Matonte foi alvo de críticas por lances de contato não marcados. Durante a transmissão, o narrador Luis Roberto, da Globo, chegou a desabafar: “Se isso aí não é falta, nasci em outro planeta”.

Com a classificação, o Palmeiras alcança sua 12ª semifinal de Libertadores, reforçando a condição de clube brasileiro mais vezes presente entre os quatro melhores da competição. O histórico diante do River também se mantém positivo: além das eliminações em 1999 e 2020, os argentinos voltam a cair diante do Verdão em um mata-mata continental.

Agora, os palmeirenses aguardam o próximo adversário, embalados pela força de um elenco que mais uma vez confirma sua vocação para grandes decisões.



O Palmeiras está invicto há 25 jogos contra adversários estrangeiros pela Libertadores – desde a última derrota, em abril de 2023, para o Bolívar-BOL, em La Paz (BOL), são 19 vitórias e 6 empates. O recorde do clube é de 26 jogos (15 vitórias e 11 empates entre 2000 e 2006). Houve apenas uma derrota nas últimas 37 partidas contra estrangeiros pela principal competição do continente, somando 30 vitórias e 6 empates.

O que é a Copa Libertadores?

A Copa Libertadores da América, conhecida simplesmente como Libertadores, é o principal torneio de clubes da América do Sul. Organizada pela Conmebol desde 1960, a competição reúne os melhores times dos países do continente, sendo o equivalente sul-americano da Liga dos Campeões da Europa.

O nome é uma homenagem aos líderes da independência latino-americana, como Simón Bolívar, José de San Martín e José Artigas, chamados de “libertadores”. A ideia era que o torneio fosse um símbolo da unidade e da rivalidade esportiva entre os países da região.

Como funciona o torneio

Atualmente, a Libertadores reúne 47 equipes de 10 países da América do Sul (Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela).

  • Primeiro acontecem as fases preliminares, em formato mata-mata.

  • Depois vem a fase de grupos, com 32 times divididos em 8 grupos de 4.

  • Os dois melhores de cada grupo avançam para as oitavas de final.

  • A partir daí, o torneio segue em mata-mata (oitavas, quartas, semifinal e final).

Desde 2019, a decisão passou a ser disputada em jogo único, em sede definida previamente pela Conmebol, como acontece na Champions League.

Tradição e títulos

O maior campeão é o Independiente da Argentina, com 7 títulos, seguido pelo Boca Juniors, com 6, e pelo Peñarol, com 5. Entre os brasileiros, o São Paulo (3 títulos), o Grêmio (3), o Santos (3) e o Palmeiras (3) estão entre os mais vitoriosos.

A competição é famosa por sua atmosfera única: jogos intensos, estádios lotados, torcidas apaixonadas e muitas vezes clima de guerra dentro e fora de campo. Para os clubes, levantar a taça significa não apenas prestígio continental, mas também a chance de disputar o Mundial de Clubes da FIFA.

Importância atual

Nos últimos anos, a Libertadores se tornou ainda mais valorizada. A Conmebol aumentou a premiação em dólares, atraiu investimentos e passou a ser uma vitrine global para jogadores e técnicos. O domínio recente dos clubes brasileiros mostra a força financeira e esportiva do futebol do país, que vem formando elencos cada vez mais competitivos.



O peso do Palmeiras na Libertadores

O Palmeiras não é apenas participante da Libertadores: é um de seus protagonistas históricos. Desde a primeira vez que disputou o torneio, em 1961, o clube paulista construiu uma trajetória marcada por grandes campanhas, títulos e recordes que o colocam entre os maiores da competição.

O Verdão é o clube brasileiro que mais vezes disputou a Libertadores e também o que mais vitórias conquistou no torneio. Até 2025, são mais de 230 jogos, com mais de 130 triunfos e quase 450 gols marcados — números que reforçam sua força continental.

O time soma três títulos da Libertadores (1999, 2020 e 2021). Em 1999, comandado por Felipão e com ídolos como Marcos e Alex, o Palmeiras ergueu sua primeira taça. Duas décadas depois, voltou a treinar com Abel Ferreira no comando: em 2020, derrotou o Santos na final no Maracanã, e em 2021 bateu o Flamengo em Montevidéu.

Além das conquistas, o clube é presença constante entre os melhores. Chegou à 12ª semifinal em 2025, um recorde entre brasileiros. Isso significa que, em mais de uma dezena de edições, o Palmeiras esteve entre os quatro melhores times da América.

A relevância também se mede pelo peso das rivalidades. O Verdão já eliminou gigantes como River Plate, Boca Juniors, Atlético-MG e Santos em momentos decisivos, e construiu uma reputação de time copeiro, acostumado a suportar a pressão e decidir em estádios hostis.

Com sua consistência recente, o Palmeiras consolidou-se como símbolo da era moderna da Libertadores. Sob Abel Ferreira, tornou-se referência de organização, intensidade e competitividade, levando o futebol brasileiro a patamares inéditos de domínio no continente.



Brasileiros e a Libertadores: uma relação de protagonismo e domínio recente

Desde a primeira edição da Copa Libertadores da América, em 1960, os clubes brasileiros sempre estiveram entre os protagonistas do torneio. O Santos de Pelé, logo no início da década de 1960, foi o primeiro a mostrar a força do futebol nacional, conquistando dois títulos consecutivos, em 1962 e 1963.

De lá para cá, o Brasil se transformou em um dos países mais vencedores da competição, acumulando dezenas de títulos e revelando gerações de craques. Entre os maiores campeões estão São Paulo, Santos, Grêmio e Palmeiras, todos tricampeões, além de Flamengo, Cruzeiro, Internacional, Atlético-MG, Corinthians e Vasco, que também levantaram a taça.

A nova era de domínio

Nos últimos anos, o protagonismo brasileiro na Libertadores se transformou em liderança. Desde 2019, apenas uma edição não teve campeão do Brasil — em 2022, quando o Flamengo venceu, o rival na final também foi brasileiro, o Atlético-PR. Em diversas temporadas, semifinais e finais ficaram praticamente monopolizadas por clubes do país, mostrando a superioridade técnica e financeira do futebol brasileiro em relação aos vizinhos sul-americanos.

Esse domínio é explicado por alguns fatores:

  • Força econômica: os clubes brasileiros, apesar das dificuldades, ainda têm mais capacidade de investimento que os rivais da América do Sul.

  • Estádios modernos e torcidas numerosas: arenas como Maracanã, Allianz Parque e Mineirão se transformaram em palcos de grandes finais.

  • Formação de talentos: o Brasil é celeiro de craques e consegue renovar seus elencos constantemente.

  • Treinadores estratégicos: nomes como Abel Ferreira, Jorge Jesus e Renato Gaúcho marcaram época com trabalhos de impacto.

Legado histórico

Além da quantidade de títulos, os clubes brasileiros também marcaram a Libertadores em momentos icônicos: o Santos de Pelé encantou o mundo, o Flamengo de Zico brilhou nos anos 1980, o São Paulo de Telê Santana dominou os anos 1990, e o Palmeiras de Abel Ferreira se consolidou como referência na era recente.

Hoje, o Brasil é sinônimo de força na Libertadores. Para muitos torcedores sul-americanos, vencer um clube brasileiro é quase como ganhar um título à parte. Para os brasileiros, conquistar a Libertadores tornou-se obsessão e símbolo máximo de grandeza.

A Libertadores 2025 segue pegando fogo nesta quinta-feira, 25 de setembro, com dois confrontos decisivos pelas quartas de final.

No Morumbi, às 19h, o São Paulo recebe a LDU de Quito precisando de um verdadeiro milagre. O time equatoriano venceu a partida de ida por 2 a 0 e chega com vantagem



Mais tarde, às 21h30, é a vez do Flamengo entrar em campo contra o Estudiantes, na Argentina. O rubro-negro leva para a partida a vantagem de ter vencido o jogo de ida por 2 a 1 no Maracanã. O confronto será transmitido pela ESPN.

Esses dois jogos vão definir os últimos semifinalistas da Libertadores 2025 e podem desenhar cenários de novos clássicos entre brasileiros na fase seguinte.




Redator: Kaique Neves de Souza

Corretor: Arthur Silva Pichiliani

Orientadora: Profa. Maria Aparecida

Site: Isadora Ferreira Bizerra e Arthur Silva Pichiliani

Instagram: Julia Maria e Yasmin Garcia

 
 
 

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