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Thawanna de 31 anos morreu após ser baleada durante ação policial

  • Foto do escritor: Ana Luysa Santos Dimas de Lima
    Ana Luysa Santos Dimas de Lima
  • há 2 dias
  • 3 min de leitura

Na cidade de Tiradentes, ela caminhava com o marido pela rua na madrugada, quando o retrovisor do carro bateu no braço dele, o disparo ocorreu quando eles estavam sendo questionados pelo policiais, Thawanna não estava armada  


Segundo informações, o tiro que atingiu Thawanna foi efetuado pela soldada Yasmin Cursino Ferreira que está atualmente na etapa final de estágio na corporação e fazia patrulhamento nas ruas havia cerca de 3 meses. No momento da ocorrência ela não estava com a câmera corporal. As imagens que tem são do outro policial que estava com ela. 


De acordo com o site da Polícia Militar, o curso de soldado tem duração de dois anos. O período é dividido em seis meses de formação básica, seis meses de formação específica e mais um ano de estágio supervisionado.

A confusão começou na madrugada da sexta feira (3), quando Thawanna e o marido, Luciano Gonçalvez dos Santos estavam caminhando, e ele esbarrou o braço no retrovisor da viatura. O policial Weden Silva Soares, deu ré iniciou uma discussão com o casal, onde houve xingamentos, Yasmim também desceu do banco do passageiro e passou a discutir com Thawanna. 


Até que Yasmim atirou contra a mulher. após 30 minutos Thawanna foi socorrida ao Hospital Tiradentes, mas não resistiu. A policial afirma que reagiu após ser atingida com um tapa no rosto.




Abaixo, apresentamos o diálogo com Ana Luysa Santos do primeiro ano do ensino médio:


Gabrielle Estefani:

“Você acha que se eles não estivessem naquela posição de policiais, teriam começado essa briga por causa de um retrovisor, ou foi o fato de estarem no controle da situação que eles agiram com tanta agressividade?”

Ana luysa:

“A situação, indiscutivelmente imoral e ilegal, é incorreta de acordo com os procedimentos operacionais padrão (POP) da polícia e as leis claras da sociedade quanto humanidade. Não existe nenhum motivo para uma vida ser tirada sem um risco do oficial governamental - que deveria ser da justiça -, e a corregedoria não deveria pensar duas vezes antes punir esses agentes. Qualquer que seja o motivo da agressividade sob o casal, a morte da mulher foi, sem dúvidas, um resultado de um poder mal adquirido.”


O que aconteceu com Thawanna mostra um problema sério: a ideia de que quem está de farda vale mais do que quem está na rua. A confusão começou por um motivo bobo, um esbarrão num retrovisor,  mas escalou porque os policiais, em vez de agirem com calma e educação, escolheram o caminho do grito e do xingamento.


Nesse momento, o que vemos é o chamado "abuso de autoridade". A policial, mesmo sendo novata, parece ter usado a arma não para se defender, mas para mostrar que mandava ali. Quando alguém se sente "poderoso" demais por estar armado, qualquer discussão vira motivo para tragédia. Dar um tiro numa mulher desarmada por causa de um bate-boca não é segurança, é covardia.


O erro maior é achar que a farda serve para humilhar ou "vencer" uma briga. O papel da polícia é proteger a vida, e não tirar a vida de uma cidadã por um sentimento de orgulho ferido. Thawanna morreu porque, naquela madrugada, o ego e o desejo de mostrar poder foram maiores do que o treinamento e o respeito humano. 


Redator(a): Gabrielle Stefani

Orientadora: Profa. Maria Aparecida

Site: Ana Luysa Santos e Natália Ribeiro

Instagram: Gabriela de Resende, Gabrielle Stefani, Natália Ribeiro, Luiza Melim e Enzo Figueira

 
 
 

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