top of page
Buscar

Água: o elo essencial que conecta os seres vivos

  • Foto do escritor: Art Pichiliani
    Art Pichiliani
  • 21 de mar. de 2025
  • 3 min de leitura

No dia 22 de março, é comemorado o Dia Mundial da Água. A data foi inserida no calendário em 1922 pela ONU como uma forma de conscientizar a população sobre a importância da preservação de um recurso tão essencial para a vida na Terra como esse.

Neste ano, essa data é de extrema importância devido às intensas mudanças climáticas que o mundo vem sofrendo e os impactos que isso tem causado para a biosfera. Por ser um recurso que está presente diariamente em nossas vidas, seja para a higiene pessoal, culinária, hidratação, cultivo, geração de energia ou transporte, a escassez dele se torna alarmante.

Infelizmente, é um fato que a proporção de água existente no planeta tem se tornado cada vez menor. Essa realidade se dá pela diminuição do número de pluviosidades, pela desertificação, pelo aumento descontrolado das temperaturas e pela poluição das águas, a qual torna o líquido impróprio para consumo.

Crise hídrica: um futuro sem água?

Em fevereiro de 2025, o Monitor de Secas do Estado Brasileiro destacou os estados do Rio Grande do Sul, do Mato Grosso do Sul, de Rondônia, do Amazonas, do Maranhão e da Bahia, como em situação de seca grave.



Ao redor do mundo, a situação não é diferente. A região do Sahel, no continente africano, tem estado vulnerável há um ano devido à seca, que já afetou 13 milhões de pessoas. Nos Estados Unidos, onde o consumo diário de água é de 7570 litros, em média, de acordo com a Water Footprint Network (WFN), o Lago Mead está enfrentando uma das piores secas em décadas. O Rio Yangtze, localizado na China, também está sofrendo os efeitos desses fenômenos.

Mas quais os impactos que a falta de água traz para a gente, tendo em vista um futuro com cada vez menos acesso aos recursos hídricos?


  • Redução da geração de energia hidrelétrica: com os níveis dos reservatórios cada vez menores, a capacidade de geração de energia se torna mínima. No Brasil, a hidrelétrica de Itaipu, uma das maiores do mundo, tem encarado dificuldades por conta da baixa vazão dos rios.


  • Insuficiência de água potável: o abastecimento para a humanidade e para as indústrias se torna cada vez mais caro em virtude da baixa disponibilidade. Na região Nordeste, por exemplo, caminhões-pipa estão sendo requisitados para a distribuição emergencial de água.


  • Deterioração do espaço urbano: a falta de água pode causar a ruína do pavimento das estradas, porque haverá uma contração do solo, decorrente da diminuição de infiltração hídrica, o que impacta diretamente na segurança da população.


  • Perda do agronegócio: culturas agrícolas e pastagens necessitam de muita água por dia, contabilizando 90% da água consumida no país, de acordo com dados resgatados pela USP, o que demonstra que perdas de safras e rebanhos mortos serão mais frequentes.


  • Deslocamento populacional: o êxodo rural acaba sendo mais presente no mundo, gerando uma sobrecarga infraestrutural e aumentando a eficiência dos serviços públicos.


Atuação do governo brasileiro diante da seca

Diante de dados assustadores acerca das mudanças climáticas e das queimadas criminosas em 2024, o governo anunciou investimentos de 500 milhões de reais para garantir que os insumos sejam entregues para as populações indígenas que residem na região Amazônica, além da liberação de 514, 4 milhões de reais para combater incêndios.

Vulnerabilidade indígena diante da escassez hídrica

A população índigena está cada vez mais vulnerável em relação à segurança e ao acesso aos recursos essenciais à sua sobrevivência. A falta de chuvas e a expansão do fogo estão reduzindo a disponibilidade de plantas utilizadas em suas culturas, como o Awere, usado para fazer o famoso rapé - pó de cunho medicinal e usado em festividades para se conectar ao mundo espiritual.

A fumaça oriunda das queimadas também tem gerado problemas respiratórios graves, os quais evoluem rapidamente pelo distanciamento de hospitais, propiciando eventuais mortes. Em setembro de 2024, mais de 41 comunidades indígenas brasileiras foram atingidas pelos gases tóxicos presentes nas faíscas.

Portanto, a água não terá sua devida longevidade se a poluição e o  desmatamento prosseguirem. Sem água, o ciclo da vida não pode prosseguir, visto que a água é a matéria mais importante da biodiversidade. Para impedir esse acontecimento, as empresas envolvidas com agricultura, produtos químicos e produção industrial, na qual ocorre a queima de CO₂, devem recorrer às soluções ecológicas como filtros de CO₂, produtos biodegradáveis e a reutilização de produtos químicos. Assim, o sistema industrial será renovado e impedirá o fim da biodiversidade.


Escrito por: Isabela Heidecher Moreira e Leo Keidann Oliveira

Orientadora: Profa. Maria Aparecida

Site: Isadora Ferreira Bizerra e Arthur Silva Pichiliani

Instagram: Julia Maria e Yasmin Garcia

 
 
 

Comentários


image.png
  • Instagram
bottom of page